Nicki Minaj recusou convite para cantar com Maroon 5 no Super Bowl 2019.


O show de intervalo na final do Super Bowl é sempre um grande evento. Anualmente, a apresentação de 13 minutos é assistida por 100 milhões de pessoas. Neste ano, de acordo com fontes da revista Variety, a banda Marron 5 é a anfitriã. Acontece que o grupo está com dificuldades para montar uma performance – e até para encontrar artistas que aceitem fazer participações especiais.

Uma das razões é o próprio local da partida. A final da competição da NFL (liga de futebol americano) acontecerá em Atlanta, uma das cidades em que se desenvolveu a música negra. Pensando nisso, a banda, composta apenas por homens brancos, começou a procurar artistas negros para compor o show. Até o momento, porém, teve ao menos seis convites negados. Entre eles estariam Cardi B, Mary J. Blige, Usher, Lauryn Hill e a nossa Nicki Minaj. Tudo porque a liga está envolvida há algum tempo em uma grande polêmica sobre racismo.

Em 2016, o quarterback Colin Kaepernick começou a protestar antes dos jogos. Ele se recusava a se manter em pé e a prestar homenagem ao hino nacional dos EUA. A manifestação era uma resposta à onda de brutalidade policial contra jovens negros que o país viveu naquele ano (e que resultou até mesmo em mortes).

Como resultado, a NFL sugeriu enfaticamente que os times não tivessem Kaepernick em seus elencos. O recado foi compreendido pelas diretorias dos clubes. O quarterback está fora dos gramados desde então, Rihanna foi a primeira artista a recursar uma performance completa no evento pelo ocorrido, Nicki Minaj por sua vez não aceitou o convite pelo mesmo motivo.

Para o relações públicas da LaBrea Media, Howard Bragman, a NFL tem um desafio nas mãos. Ele explicou que se outras emissoras perceberem as fraquezas do show de 2019, os rendimentos podem cair.” Não há dúvida de que será um desafio para o Maroon 5. Eles poderiam colocar um coro de 500 pessoas lá ou encontrar um composto por crianças locais. Independentemente disso, tem que ser diverso. É quem é o público e esse é o mundo em que vivemos”, disse à Variety.
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